domingo, 5 de setembro de 2010

Prêmio da Mega-Sena sai para seis apostas de SP e uma do RJ



Prêmio sorteado foi de R$ 92,5 milhões, o maior do ano.
Dono de cada bilhete levará R$ 13.217.664.

Do G1, em São Paulo
O prêmio de R$ 92,5 milhões do concurso 1.211 da Mega-Sena, sorteado neste sábado (4), saiu para sete apostas, sendo seis do estado de São Paulo e uma do Rio de Janeiro, de acordo com a Caixa Econômica Federal. (Versão anterior desta notícia, com base em informações  da assessoria de imprensa da Caixa, informava que o prêmio seria dividido entre 6 apostas do RJ e uma de SP. A Caixa corrigiu a informação.)
Cada bilhete premiado receberá R$ 13.217.664.
As apostas vencedoras em São Paulo foram feitas na capital paulista, Botucatu, Manduri, Osasco, Praia Grande e Ribeirão Preto. O bilhete vencedor no estado do Rio de Janeiro foi feito na capital fluminense.
Nesse sorteio, 981 apostas acertaram a quina e receberão, cada, R$ 10.616. Acertaram a quadra 44.163 apostas. Cada uma levará R$ 336.
Segundo a Caixa Econômica Federal, a bolada corresponde ao maior prêmio do ano, à frente do concurso 1.157, que sorteou R$ 72,7 milhões em fevereiro deste ano. O prêmio é também o segundo maior da história da Mega-Sena, atrás apenas da edição especial Mega da Virada, em 31 de dezembro de 2009, que sorteou R$ 144,9 milhões.
Confira as dezenas sorteadas: 03 - 15 - 31 - 36 - 48 - 54

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dólar fecha abaixo de R$ 1,75 no primeiro dia de setembro

Cotação da moeda caiu 0,56%, para R$ 1,747.

Dados melhores que o esperado sobre a China animaram mercado.

 O alívio global após dados melhores que o esperado sobre a China derrubaram o dólar abaixo de R$ 1,75 nesta quarta-feira (1º), com o mercado ainda na expectativa por definições sobre a capitalização da Petrobras. A moeda norte-americana caiu 0,56%, para R$ 1,747. É o menor patamar de fechamento desde 3 de maio, quando fechou em R$ 1,732.
O índice de gerentes de compra do HSBC para a China sobre o setor manufatureiro subiu para 51,9 em agosto, máxima em três meses, ante 49,4 em julho. O indicador do governo chinês para o setor também avançou, de 51,2 para 51,7.
Os dados indicam que a demanda por commodities, principal componente das exportações brasileiras, deve se manter aquecida. Os dados deram suporte também às bolsas globais, que subiam mais de 2% perto do fechamento com a percepção de que a economia global não tem se desacelerado tão rápido quanto se temia.

Em outro relatório melhor que o esperado, o índice de atividade do setor manufatureiro dos Estados Unidos subiu a 56,3 em agosto. A atenção do mercado global se volta agora ao relatório sobre emprego nos EUA, na sexta-feira.
De acordo com a maioria dos profissionais de mercado, não houve uma entrada de dólares relevante nesta sessão que pudesse justificar a queda do dólar - o que reforça a associação com o comportamento externo.
Pelo contrário, em algumas casas o saldo das operações era negativo ao longo do dia. "Nesses níveis (baixos), o exportador nem quer saber de ingressar", disse o operador de câmbio de um banco local, que pediu anonimato.
Na semana passada, o fluxo de dólares já havia sido negativo. Segundo dados do Banco Central, o país acumulou nas quatro primeiras semanas de agosto um déficit de US$ 601 milhões no movimento de câmbio.
A queda do dólar no Brasil, em comparação com outras moedas de perfil semelhante, foi mais amena. O peso mexicano, por exemplo, subiu 1%, e o dólar australiano se valorizava 1,8% no fim da tarde.
O dólar se manteve acima de R$ 1,75 nas últimas semanas em meio à expectativa de que o Banco Central e o governo atuassem com mais vigor caso a taxa de câmbio caísse abaixo desse nível. O BC realizou o leilão de compra de dólares logo ao meio-dia, criando expectativas de uma segunda operação à tarde - o que não se concretizou.
Após o fechamento da sessão, o mercado aguarda notícias sobre o preço do barril de petróleo a ser pago pela Petrobras dentro da cessão onerosa de sua capitalização. O valor ajudará o mercado a estimar a quantidade de dólares que devem ingressar no país com a operação.
01/09/2010 20h37 - Atualizado em 01/09/2010 21h09

Após três aumentos, Copom mantém os juros em 10,75% ao ano

Decisão mantém Brasil na liderança do ranking mundial de juros reais.
Expectativa dos economistas é de que taxa permaneça estável até janeiro.

Após três elevações consecutivas nos juros básicos da economia brasileira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reuniu nesta terça e quarta-feiras (31 e 1) e decidiu manter a taxa Selic estável em 10,75% ao ano.
Selic 1º de setembroGráfico mostra a variação da taxa Selic. (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Copom começou a subir a taxa básica da economia brasileira em abril, e depois promoveu mais duas elevações em junho e julho deste ano. Antes disso, os juros estavam em 8,75% ao ano, a mínima histórica. Deste modo, a subida total dos juros em 2010 foi, até o momento, de dois pontos percentuais.

A decisão, que já era esperada pelos economistas do mercado financeiro, mantém os juros no patamar mais elevado desde março de 2009, quando estavam em 11,25% ao ano.
"Pode se dizer que é um momento de observação (...) O contexto da manutenção dos juros são os índices de inflação dos últimos meses [que vieram baixos]. Também foi dado um sinal na última ata do Copom e o ambiente externo permanece incerto. O reaquecimento da economia no terceiro trimestre é uma possibilidade, mas acredito que os juros permanecerão estáveis, pelo menos, até o primeiro trimestre de 2011", disse Silvio Campos Neto, economista-chefe do banco Schahin.
Segundo o relatório de mercado do BC, fruto de pesquisa com os analistas das instituições financeiras, a expectativa é de que taxa de juros permaneça inalterada no atual patamar até o fim deste ano. Os economistas acreditam que o próximo aumento de juros acontecerá somente em janeiro do ano que vem, quando a taxa avançaria para 11% ao ano.
Explicação
Após o fim do encontro do Copom, o BC divulgou o seguinte comunicado: "O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% a.a., sem viés. Ao mesmo tempo em que não espera que o nível de inflação registrado nos últimos meses se mantenha em um futuro próximo, o Copom observa a continuação do processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde sua penúltima reunião. Nesse contexto, o Comitê avalia que, neste momento, a manutenção da taxa de juros básica no nível estabelecido em sua reunião de julho proporciona condições adequadas para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas".
Liderança no ranking mundial de juros reais
A decisão do Copom manteve o Brasil na liderança do ranking mundial de juros reais, calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses. Estudo do economista Jason Vieira, da corretora Cruzeiro do Sul, mostra que, mesmo com a manutenção da taxa Selic nesta quarta-feira, os juros reais brasileiros somam 5,6% ao ano, mais do que o dobro dos 2,2% ao ano registrados pelo segundo colocado (África do Sul). Em terceiro lugar, aparece a Rússia, com juros reais de 2,1% ao ano. Juros altos tendem a atrair capital em busca de remunerações maiores, o que pode contribuir para a queda do dólar.
Meta de inflação
O Banco Central calibra a taxa de juros para que a inflação convirja para a meta central de 4,5% fixada pelo governo para 2010, 2011 e 2012. Pelo sistema de metas, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Em junho, o IPCA não teve variação, ou seja, foi de zero, e, em julho, subiu 0,01%. O IPCA-15, referente ao fim de julho e início agosto, mostrou deflação de 0,05%. No acumulado de janeiro a julho deste ano, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram variação de 3,1% para o IPCA.
A expectativa dos economistas, e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, é de que o PIB, após uma acomodação no segundo trimestre deste ano, volte a registrar maior aquecimento entre julho e setembro deste ano, no terceiro trimestre.
A avaliação dos economistas do mercado é de que o reaquecimento da economia seria impulsionado pelo aumento da renda e do crédito. Essa expansão, por sua vez, pode levar a pressões inflacionárias. Em agosto, o ritmo de queda do IPC-S perdeu força.
Por enquanto, a previsão do mercado financeiro para o IPCA deste ano está em 5,07%. Para 2011, a previsão está em 4,87%. Deste modo, ambas as estimativas estão acima da meta central de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância de dois pontos percentuais estipulado pelo governo.